O brasileiro se rendeu às maravilhas da comida japonesa. Em muitas cidades do Brasil a grande disponibilidade de lugares especializados nessa culinária. A desde os inevitáveis fast-foods até restaurantes sofisticados, que exploram as nuances e sutilezas de uma das mais refinadas e interessantes culturas gastronômicas.
E qual seria a bebida ideal para acompanhar estes pratos, fugindo do (quase) inevitável saquê? Como o vinho esta na ordem da semana, por que não analisar suas possibilidades de combinação com comida oriental?
Na cozinha nipônica o destaque é dado às técnicas de preparação (fritar, cozinhar e grelhar) em detrimento dos ingredientes, que podem ser muito variados. No Japão o arroz é a base da alimentação, complementado por peixes e outros produtos do mar, carnes e aves. Alem disso, consome-se sushis e sashimis, onde o elemento cru é parte importante ou mesmo principal. Portanto a harmonização de vinhos à mesa japonesa deve respeitar particularidades, para se obter o melhor proveito (e prazer) possível.
O principal prato com base em frituras é o Tempurá, feito com pedaços de vegetais, frutos do mar ou carne.
As versões de carnes pedem tintos leves e de boa acidez, como os Beaujolais (especialmente os Beaujolais Village, com não mais de dois anos de vida), ou ainda os Pinot da Borgonha ou do Novo Mundo (desde que não sejam muito extraídos e encorpados). Na Espanha um vinho simples de La Mancha, produzido com a uva Tempranillo, pode se uma opção interessante, e na França, lembre-se dos tintos Vale do Loire, fabricados a partir da uva Cabernet Franc.
Já Tempurás de vegetais e frutos do mar devem ser harmonizados com vinhos brancos, de boa acidez, corpo leve e de preferencia sem madeira, como os excelentes Riesling do Mosel. Também podemos pensar nos Sauvignon Blanc do Chile e Nova Zelândia: nos portugueses baseados nas uvas Arinto e Fernão Pires, ou nos ótimos espanhois produzidos com as uvas Albarino e Verdejo.
Grelhados como o teriyaki (de carne, frango, peixes ou vegetais), são geralmente escoltados por molho de soja (que pode ser doce). Por estas razões, eles deve ser acompanhados por vinhos tintos e brancos de corpo leve ou médio, dependendo do ingrediente usado, mas sempre com boa acidez. Aqui cabe um Malbec argentino e um Chardoonay chileno sem madeira para os peixes e vegetais.
Por fim os sushis e sashimis. Sua textura muito delicada, aliada à presença do wasabi (tanto o original como os produtos industrializados que o imitam)e do shoyo, pedem vinhos espumantes leves ou brancos de boa acidez, secos e com levíssima doçura. Aqui brilham Riesling alemães e os Sauvignon Blanc do Novo Mundo, leves e frutados. Entre os espumantes prefira os mais jovens e sutis, se possível aqueles baseado na uva Chadonnay. Outra forte recomendação: as Cavas espanholas clássicas, produzidas com as uvas Macabeo, Parellada e Xarel-lo ou ainda as do norte da Itália.
Enfim, boas opções não faltam. O melhor dessa diversão vem agora: busque todas as possibilidades e experimente uma por uma.
Dicas de onde encontrar o vinho certo e leituras recomendadas:








